Escrito por Cíntia Sperb
A gravidez é maravilhosa! Sonhos, expectativas e, principalmente, nosso bebê vai conosco para todos os lugares, sem incômodo algum. Pelo menos foi assim no meu caso.
Após o nascimento, aquele bebê lindinho, nosso, ou seja 'da mamãe', não pode mais nos acompanhar em todos os momentos. Tristeza! Como mãe preparada, educadora que lida com isso diariamente, tenho o discurso na ponta da língua: 'As crianças precisam de espaço, precisam interagir com as outras pessoas e com o ambiente'. Pena que o coração da mamãe fica perguntando quem inventou esta história. Deve ser alguém sem filhos ou um pai.
Acabada a licença-maternidade, ou mesmo antes disso, uma decisão importante é onde e com quem ficará o bebê. Esta decisão não é fácil. E justamente a convicção desta decisão implicará na adaptação do bebê na nova realidade. Caso a escolha seja por uma creche ou escola, a confiança dos pais será imediatamente transferida para o bebê.
Em todos os casos recentes que acompanhei, inclusive o meu, posso destacar que a adaptação dos bebês é extremamente tranquila quando os pais confiam e conhecem na proposta pedagógica da creche. Você não está deixando seu filho num local, pois você não pode ficar com ele. A ideia real é: você está incentivando o desenvolvimento humano de seu filho e também o seu.
Além disso, nestes casos, percebi que o desenvolvimento do bebê que vai numa creche com uma boa proposta pedagógica é muito maior do que o bebê que fica com babá, com avós, ou seja, outro adulto.
Quanto mais relações, maior seu desenvolvimento. Podemos dizer, então, que o desenvolvimento se dá através das relações.
É importante destacar que para o bebê interagir com este ambiente ou espaço, ela precisa percebê-lo em toda sua dimensão: física, funcional, temporal e das relações.
Assim, ela poderá se apropriar deste espaço.
Parece muito para um bebê, mas como pais e educadores podemos ter certeza de que todas as relações contribuirão para o desenvolvimento deste nosso amado ser humano. Pois é isto que desejamos para nossos filhos e alunos, que eles sejam humanos. E vale sempre lembrar: não é a quantidade de tempo que importa, mas a qualidade desses momentos!
CÍntia Sperb é especialista em Administração Escolar e coordenadora pedagógica do Colégio Sinodal Tiradentes de Campo Bom/RS.
A gravidez é maravilhosa! Sonhos, expectativas e, principalmente, nosso bebê vai conosco para todos os lugares, sem incômodo algum. Pelo menos foi assim no meu caso.
Após o nascimento, aquele bebê lindinho, nosso, ou seja 'da mamãe', não pode mais nos acompanhar em todos os momentos. Tristeza! Como mãe preparada, educadora que lida com isso diariamente, tenho o discurso na ponta da língua: 'As crianças precisam de espaço, precisam interagir com as outras pessoas e com o ambiente'. Pena que o coração da mamãe fica perguntando quem inventou esta história. Deve ser alguém sem filhos ou um pai.
Acabada a licença-maternidade, ou mesmo antes disso, uma decisão importante é onde e com quem ficará o bebê. Esta decisão não é fácil. E justamente a convicção desta decisão implicará na adaptação do bebê na nova realidade. Caso a escolha seja por uma creche ou escola, a confiança dos pais será imediatamente transferida para o bebê.
Em todos os casos recentes que acompanhei, inclusive o meu, posso destacar que a adaptação dos bebês é extremamente tranquila quando os pais confiam e conhecem na proposta pedagógica da creche. Você não está deixando seu filho num local, pois você não pode ficar com ele. A ideia real é: você está incentivando o desenvolvimento humano de seu filho e também o seu.
Além disso, nestes casos, percebi que o desenvolvimento do bebê que vai numa creche com uma boa proposta pedagógica é muito maior do que o bebê que fica com babá, com avós, ou seja, outro adulto.
Quanto mais relações, maior seu desenvolvimento. Podemos dizer, então, que o desenvolvimento se dá através das relações.
É importante destacar que para o bebê interagir com este ambiente ou espaço, ela precisa percebê-lo em toda sua dimensão: física, funcional, temporal e das relações.
Assim, ela poderá se apropriar deste espaço.
Parece muito para um bebê, mas como pais e educadores podemos ter certeza de que todas as relações contribuirão para o desenvolvimento deste nosso amado ser humano. Pois é isto que desejamos para nossos filhos e alunos, que eles sejam humanos. E vale sempre lembrar: não é a quantidade de tempo que importa, mas a qualidade desses momentos!
CÍntia Sperb é especialista em Administração Escolar e coordenadora pedagógica do Colégio Sinodal Tiradentes de Campo Bom/RS.


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